quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Toda geração tem um ídolo... a minha, um inesquecível.



         


           O mundo está comovido com a triste notícia de falecimento do havaiano, tri campeão mundial de surfe, Andy Irons, 32, principalmente o surf. Como uma onda que passa pelo outside e deixa todos nas profundezas mais escuras do oceano, veio a notícia que ninguém esperava.
Após o boletim oficial, da equipe Billabong confirmando sua morte e as notícias da internet, mensagens de fãs prestando condolências à família começaram a ser postadas pelas mais distintas redes sociais. Jornais que não são habituados a escrever sobre o esporte, passaram a falar sobre o falecimento.
O ano de 2010 remava para a maior conquista do surf mundial, onde Kelly Slater está cada vez mais próximo do décimo título mundial, mas de repente, Netuno congelou o mar e o espírito de competição dos top 45.
Andy Irons, parecia imortal e foi ídolo de todos, incluindo Kelly Slater. Afinal, foi o único surfista que conseguiu deixar Slater “de cabelo em pé”. E no momento, com a mais pura verdade que a vida pode trazer, ele deixou todos assim. No começo, eram "inimigos" e depois acabaram se tornando amigos.
Andy com um estilo agressivo de surfar mudou a atitude dos tops, mostrando que era capaz de vencer Slater.
Um atleta cheio de garra e vontade de vencer, pediu dispensa do tour, ano passado, por estar cansado. Este ano, ele voltou mostrando que não abandonou a competição. Foi assim que ele faturou a etapa de Teahupoo, no Tahiti. Derrotou Mick, Kelly Slater na semi-final e depois passou pelo CJ Hobgood na final.
Se toda geração tem um ídolo, fico feliz por crescer exatamente nessa, onde posso listar vários deles: Kelly, Mick, Taj, Joel, CJ, Adriano de Souza, entre tantos,  o inesquecível e imortal ANDY IRONS.
Andy Irons deixa a esposa, Lyndie, grávida de oito meses e um legado de fãs que ficaram tristes e inconformados com a notícia.

RIP ANDY IRONS
Descanse em PAZ!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Eles vão embora e elas chegam

         Jadson André passou direto para a terceira fase do Hurley Pro 
Foto: ASP/Rowland




Impressionante como o homem “briga” para entrar em sintonia com a mãe natureza. Foi assim em Teahupoo, está sendo em Trestles e muitas vezes aconteceu, no Brasil.  A falta de sorte de não coincidir uma etapa com boas ondas afetou alguns campeonatos, e principalmente, o Brasil.
            O Billabong Pro Tahiti 2010 quase ficou sem finalista devido às poucas ondas que quebraram sobre a bancada mais temida do circuito. As baterias finais foram decidas em condições fracas, as séries não passaram de dois metros. A terrível praia dos “Crânios Quebrados”, assim como é conhecida, Teahupoo, deixou a desejar. O sweel esperado chegou tarde e só mostrou sua força, após o período de espera.
             O Hurley Pro , em Trestles, está três dias parado, apenas as baterias da primeira fase foram para a água e ainda restam algumas baterias da segunda fase. Três dias espera, relativamente, não é muita coisa, mas para um campeonato que tem apenas sete dias para ser definido acaba sendo um pouco assustador.            
O Brasil, se não for o país mais afetado, é um dos que mais sofrem com as condições. Esse tema já foi palco de muitas discussões, entre organizadores, patrocinadores e atletas. No período em que as etapas foram realizadas no Estado de Santa Catarina, os organizadores foram obrigados a fazer alguns palanques móveis, por isso a transferência da praia da Joaquina, em Florianópolis, para a praia da Vila, em Imbituba. Agora, por esse e outros motivos, o campeonato mais uma vez mudou e voltou para o Rio de Janeiro, só basta saber se as ondas vingarão à mudança.
Agora é torcer para Trestles e para as próximas etapas serem recheadas de ondas, afinal queremos ver o “Dream Tour” mostrar o que tem de melhor.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ainda de molho

          Foto: Ricardo Cassin

Depois de sofrer um acidente e ocasionar um grave corte no pé, (vide texto “Disputa desfalcada”), Joel Parkinson não vai surfar pelo menos até o dia 9 de outubro de acordo com os médicos.
Em matéria publicada no site da revista Surfing Magazine, Parko disse que os médicos estimam que ele terá de ficar afastado por mais alguns meses e quando voltar a colocar o pé no chão, vai sentir como se estivesse pisando sobre agulhas, dificultando o seu surf e consequentemente sua volta ao Word Tour.            
Mas o top não precisa se revoltar por esse a incidente, afinal sua esposa espera uma filha que vai chegar por volta do dia 10 de outubro.
            Hoje, Parko se manifestou pelo twitter, sobre não poder surfar e até cogitou de surfar de bodyboard, em que o surfista dropa a onda deitado sobre a prancha. “Sem surfe por pelo menos 8 semanas, mas talvez eu possa montar em um bodyboard mais cedo?” , declarou. “Sei que não é legal (eu em um bodyboard), mas eu estou perdendo uma onda tão ruim”, acrescentou.
            Agora resta saber até quando o top vai aguentar essa agonia. E vamos continuar na torcida para sua recuperação ser rápida.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Disputa desfalcada




                       
          Foto publicada no site joelparko.com


Depois de um mês de pausa devido a Copa do Mundo na África do Sul, o World Tour volta com força máxima.  A seleção brasileira, que mais uma vez, não representou como deveria e mostrou-se ineficaz, caindo nas quartas de final, assim como em 2006, deixou tristes lembranças na África do Sul, mas agora podemos voltar os olhos para outros brasileiros sem sair do continente. Afinal J-Bay espera grandes nomes do surf mundial e Adriano de Souza, Jadson André e Marco Pólo estarão por lá.
Quem vai ficar devendo participação,  no continente sul-africano, é o australiano Joel Parkinson que sofreu um corte no pé cair ao cair em uma direita tubular  e se chorar com a prancha, em Snapper Rocks. Parko só voltará na próxima etapa, o Billabong Pro Teahupoo, no Tahiti, a partir de 23 de agosto.
Enquanto isso vamos torcer para os brasileiros tirar vantagem e para o Joel se recuperar para a próxima etapa, afinal queremos sempre ver um show de surf independente de quem esteja na água e de qual bandeira ele defende.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Dunga, Sonecas, Zangados...

       Fotos da internet.



A Copa do Mundo 2010 acabou e infelizmente não voltamos com o Hexa para casa.  De quem será a culpa?
Sem um time ofensivo e despreparado psicologicamente, a seleção neste ano foi comandada pelo ex-capitão Dunga, que em 94 defendeu o Tetra, nos EUA, não mostrou um futebol com a cara do brasileiro, nem fora e nem dentro de campo.             
Desde quando assumiu a seleção Dunga deixou claro sua coerência, arrogância, antipatia, falta de humor nas coletivas de imprensa entra tantas  outras qualidades negativas e acabou passando isso para dentro de campo. Ele poderia tranquilamente mudar de codinome e passar a se chamar ZANGADO, afinal, apesar de tantas lembranças que podemos tirar de copas, essa é a mais significativa, pois não é mudando apenas uma atitude ou até mesmo um erro de 2006 que vamos nos tornar campeões.
Dunga deixou a desejar como técnico e sua inexperiência como comandante de um time de futebol vai fazer as autoridades responsáveis se prepararem melhor pra a Copa do Mundo em 2014.  Mas culpar apenas o ex-capitão é injustiça. Ele não estava nesse posto por vontade própria, – foi demitido logo após a eliminação da seleção – e sim porque o presidente da CBF, Ricardo Teixeira colocou–o ali. 
Se vamos fazer mudanças, começamos pelo presidente da CBF, que está no cargo desde 1989. Achar um culpado é mais fácil, mas o time inteiro tem que carregar o peso da derrota. Infelizmente nós brasileiros queremos sempre uma explicação e achar um culpado para tudo isso.
Se os jogadores mesmo disseram que fizeram de tudo para conquistar o Hexa,  exigindo o limite de cada um, porque não acreditar neles? Dizendo isso, eles provaram que não são capazes de defender uma seleção, porque se a força máxima deles foi mostrada no jogo contra a Holanda é um sinal que a equipe é realmente fraca. Certo que alguns foram mais ineficientes do que outros, mas se ganha um, ganham todos e se perde um, perdem todos.                       
Mas quem escolhe a equipe? Abraços Dunga. Temos que engolir você, sua equipe e o Ricardo Teixeira. Até 2014. Aprendi com você o que é ser  coerente.

sábado, 29 de maio de 2010

A Imagem que traduz a PAZ!!!

Sabe aquela imagem que traz um sentimento inexplicável, indiferente de ser uma foto, um vídeo ou qualquer outro momento. Pois é, o vídeo que está em anexo é um deles, pelo menos no meu ponto de vista.

Independente de ser surfista ou não as imagens são explicáveis, porém só assistindo e escutando a trilha sonora para entender melhor.

Se você é surfista vai se identificar ainda mais com o vídeo. Se ainda não pegou as esquerdas perfeitas interminavéis do seu sonho, se prepare. Mas se você não for surfista, não importa, assista também, tenho pura convicção de que as imagens vão fluir no seu pensamento de uma maneira diferente.

As imagens foram feitas em HD, por Jake Moss, em cima de uma shortboard 5’8 quad-fin fish, na América do Sul. A trilha sonora é bem singela que da um tom de mais tranquilidade ao vídeo. Vale muito a pena dar um olhada e depois com mais calma desfrutar de tantas outras imagens.

O vídeo foi postado no blog do Grupo Sal, empresa que Rafael Mellin, autor de vários vídeos de surf nacionais, faz parte. Assista e desfrute de um bom momento.


http://www.gruposal.com.br/blog/?p=4975

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Jadson André no JN

Reprodução Tv/Globo: Jadson no pódio em Imbituba

Quase dez dias depois de escrever sobre a evolução do surf na TV, o Jadson André com sua vitória em cima do Kelly Slater, deu as caras no maior telejornal do país. O Jornal Nacional exibido pela Rede Globo e apresentado por Chico Pinheiro e Fátima Bernardes surpreendeu a todos ao anunciar a vitória do brasileiro.

Com as palavras de Fátima Bernardes ela começou a matéria: “Um brasileiro venceu o maior surfista do planeta e conquistou o título da etapa de Imbituba...”. Para os surfistas e para as pessoas que mal ouvem falar de surf na televisão foi uma surpresa. Afinal, quantas vezes o surf foi noticiado em programas de TVs aberta, ainda mais quando se trata de Jornal Nacional. Nem o Globo Esporte falou sobre a conquista de Jadson. Quem iria esperar a notícia no JN?

Mais do que merecedor para o Jadson que venceu todas as baterias e só perdeu o primeiro round para o catarinense Neco Padarat, indo para a repescagem. O potiguar destruiu as ondas da praia da Vila como nenhum outro brasileiro fez, enfrentou atletas de nome e não deixou barato.


                                                            Foto: Aleko Stergiou
Jadson André abusou dos aéreos 360° na praia da Vila

Derrotou Damiem Hobgood no round três, que precisou de uma combinação de ondas, depois passou por Luke Munro no round 4 que também ficou precisando de duas ondas. Já nas quartas de final, a vítima foi Michel Bourez, onde assistimos uma bateria um pouco mais disputada. Na semifinal, em uma disputa eletrizante “deu o troco”, no Dane Reynolds que havia vencido o Adriano de Souza, o mineirinho, nas oitavas de final. Por fim triunfou sobre o maior conquistador de títulos do esporte. Kelly Slater foi nove vezes campeão do mundo e um dos atletas que mais disputou final, em Santa Catarina. E para a tristeza de muitos brasileiros ele saiu vitorioso em sua maioria. Ano passado ele derrotou o Mineirinho e dessa vez ninguém gostaria que ele repetisse o fato em cima do Jadson André.

O potiguar abusou dos aéreos reverse e 360°. Em sua primeira onda arrancou 8,00 pontos dos juízes. Kelly tentou responder em uma onda fraca e ficou com 6,5. Jadson ainda pegou outra onda 6,40, mesmo sabendo que era fraca estava na frente. Como as ondas não vinham Kelly Slater dropou outra, 6.50, mas precisava de um 7.9. Kelly ainda diminuiu a diferença quando tirou 7,50. Como as ondas não apareciam no horizonte e Jadson já somava 14,40 em cima do Kelly que registrou apenas 14,00, a buzina soou e a vantagem de 0.4 décimos foram suficientes para dar o título ao brasileiro.

Com o segundo lugar Kelly Slater assume a primeira posição, o Jadson sobe pra a 4° colocação e o Mineiro fica em 8°. Agora o WT entra em um “intervalo”, pois vamos ter a Copa do Mundo. A próxima etapa vai ser realizada na África do Sul, em Jeffreys Bay.

O jejum de vitórias brasileiras em casa foi encerrado. A última conquista de um brasileiro em território nacional foi em 1998, quando Peterson Rosa venceu a etapa na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.


Abaixo o link do Jadson Adrné no Jornal Nacional.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1255508-7823-BRASILEIRO+VENCE+ETAPA+DO+CIRCUITO+MUNDIAL+EM+SC,00.html

terça-feira, 27 de abril de 2010

Guarujá que saudades de você

Não existem lugares mais tranquilos. A onda de violência já tomou conta dos quatros cantos do mundo. Quando não são apenas roubos, são assaltos violentos, sequestros e muitos casos com finais infelizes. Até quando vamos passar por isso? Será que as autoridades vão sempre passar uma “borracha” por cima dos acontecimentos e dizer que está sob controle? Mentira, nada está sob controle.

As pessoas não saem de casa antes de contar o dinheiro do almoço ou da janta e até mesmo procuram lugares com estacionamentos. Se os lugares aceitarem cartão, ótimo. O bate volta do surf muitas vezes só acontece quando tem lugares seguros para deixar o carro. Qual surfista nunca escutou uma boa história de emboscada do Guarujá?

Mas o que fizemos para deixar o mundo chegar a este ponto? Votamos. Acredito que também somos culpados de muitas tragédias que acontecem.

Sou contra a muita coisa que temos que pagar e fazer. Contra a moradia em condomínios, em pagar vigilante noturno, entre tantas estruturas que as autoridades deveriam impor para a população. Mas temos que nos curvar sobre os erros de alguns para não entrar na singela lista de vítimas.

A “onda” agora invade o Guarujá, litoral de São Paulo. Autoridades dos EUA alertaram os turistas norte-americanos para evitarem viagens para o litoral paulista, incluindo Praia Grande, Santos e São Vicente. Agora as quatro das maiores cidades do litoral paulista sofre com o preconceito. Nós que moramos relativamente próximo e conhecemos histórias de amigos ou conhecidos que viajam para essas praias sabemos que a onda de violência não é de hoje e agora o incidente se agravou.

Semana passada, no Guarujá, uma série de assassinatos envolvendo Policiais Militares foram manchetes dos jornais. Em três dias seis pessoas foram assassinadas, a polícia conta com a hipótese de que facções criminosas disputam locais para o tráfico de drogas. E para não perder o costume o governo paulista disse que a situação está sob controle. Será mesmo que está?

As autoridades do litoral alegam que os crimes ocorreram na periferia da cidade, mas isso não inibe as pessoas de evitarem um lindo final de semana com a família nas praias paulistas. “O medo da população já vem de berço”. Quantas vezes nossos pais pedem para tomarmos cuidado até mesmo para ir à padaria próximo de casa?

A praia onde Adriano de Souza, o “mineirinho” nasceu e onde aprendeu a radicalizar o surf que hoje apresenta nas competições, está riscada do mapa pelas autoridades dos EUA. Guarujá que é palco de grandes competições nacionais e até internacionais de surf e conhecida mundialmente por diversas qualidades, não está mais na mira de muitos turistas.

Cada ano que passa os problemas se multiplicam e soluções só são disputadas nas épocas das eleições e o resultado continua o mesmo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sempre a favor da maré

Fiquei impressionado como o surf está sendo bem recebido pela mídia. Tudo começou, em janeiro, com o primeiro reality show esportivo da televisão brasileira, apresentado pela Rede Globo, “Nas Ondas de Noronha”. Para quem assiste pelo menos um pouco de televisão pode acompanhar durante a programação da emissora as chamadas para o novo quadro.

O programa envolveu diversas provas, divididas por equipes onde cada uma foi composta por um surfista profissional, um artista e um surfista amador (internauta), esse último teve que enviar um vídeo com uma onda surfada e foi escolhido por votação. Além de pegarem altas ondas, no arquipélago Fernando de Noronha, eles tiveram algumas tarefas, como responder uma série de perguntas e mostrar o lado culinário de cada equipe. E não parou por ai.

O apresentador Luciano Huck mostrou ser o mais entusiasmado ao expor o esporte na televisão. No seu programa, Caldeirão do Huck, ele apresentou um quadro chamado “Altas Ondas”. No primeiro final de semana contou a história do Naama, um menino humilde, que tinha o sonho de surfar no Havaí e conhecer o 9x campeão mundial Kelly Slater. Sonho realizado, Luciano resolveu ajudar o Favela Surf Club, uma entidade social que fica no Morro do Cantagalo e que já ajudou diversas crianças. O ponto negativo da história, infelizmente, é que a maioria das crianças carentes tem esse sonho e apenas algumas conseguem realizar. E mais, na entrada do FSC, antes de reformada, tem uma placa do “Criança Esperança” e as imagens dentro da entidade mostram um total abandono. Criança Esperança realmente funciona?

Depois Luciano Huck foi ao Havaí fazer tow-in (modalidade do esporte que precisa da ajuda de um jet-ski para entrar na onda), junto com Carlos Burle e Maya Gabeira. Onde pela primeira vez ficou de pé em uma prancha. Será que agora ele vai se dedicar mesmo ou é puro marketing? Na internet ele enviou post através do twitter com fotos e vídeos de surf.

O surf também foi destaque no programa Globo Mar, com uma reportagem extensa a equipe mostrou os desafios dos surfistas que querem ou que já praticam o tow-in e dessa vez na laje de Jaguaruna.

Entre tantos programas, as propagandas também buscam o esporte como marketing. E a principal que mais chamou atenção e com certeza muitos vão gostar é do Peugeot Quiksilver 207. O comercial é impresso em parafina e pode ser encontrado na Revista Fluir do mês de Abril.

Abaixo seguem alguns links relacionados com o texto.

Naama e Kelly Slater

http://video.globo.com/Videos/Busca/0,,7959,00.html?b=Naama

Luciano no Havaí com Carlos Burlo e Maya Gabeira

http://video.globo.com/Videos/Player/Entretenimento/0,,GIM1233290-7822-ALTAS+ONDAS+LUCIANO+HUCK+SURFA+PELA+PRIMEIRA+VEZ+E+EM+ALTO+ESTILO,00.html

Globo Mar – Tow-in

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1248523-7823-SURFISTAS+SE+AVENTURAM+PARA+PEGAR+ONDAS+GIGANTES+EM+SANTA+CATARINA,00.html

Propaganda Peugeot Quiksilver 207

http://www.youtube.com/watch?v=eqF4CZ4bNiM

segunda-feira, 12 de abril de 2010

O Dia de surf que ninguém paga

Um ciclone extratropical deu sinais de vida e mostrou, mais uma vez, o poder da natureza. Conseqüentemente a ondulação chegou devastando as praias do Rio de Janeiro e do litoral paulista.
Semana passada nos noticiários as manchetes eram sempre as mesmas: o desastre das chuvas nos morros cariocas e as fortes ondas que invadiram as praias do litoral sudeste, e por incrível que pareça, o surf foi tema dos principais telejornais. Será que o esporte está se tornando globalizado?

A “massa” trabalhava, os mais atentos e chocados com as últimas tragédias acompanhava tudo o que acontecia. Os fissurados por surf contavam as horas para chegar sexta-feira, sem tirar o olho da previsão das ondas enfrentando o frio de São Paulo. O único lugar “quente”, provavelmente, era Ubatuba que realizou a primeira etapa do Brasil Surf Pro, o principal circuito de surf brasileiro. Léo Neves e a Suelen Naraisa reinaram na disputa, realizada na praia de Itamambuca.

O tempo ia esquentando e a vontade de chegar á praia era imensa. No sábado um compromisso impediu de ficar o final de semana inteiro, por isso a idéia de um bate volta no domingo, Estava complicado em arrumar espaço na agenda de todos que iriam completar a barca.

Horário de saída, meio-dia. Mas isso é horário de ir surfar? Essa pergunta todos fazia e meu pai não ficou de fora. Malas prontas para a partida e lá vamos nós. Há cem 100 metros de casa fomos parados pela Polícia Militar Rodoviária. Documentos. Ok. Pneus? Pneus? É, essa ficamos devendo. “Vou ter que guinchar seu veículo, porque seus pneus estão em péssimas condições de viajar em segurança”, essa foi a frase do guarda. O coração bateu mais forte, gelou, pulou e o primeiro pensamento foi: JÁ ERA MEU DIA DE SURF.

Como sempre preservamos a amizade e a boa conduta, um policial conhecido resolveu liberar a gente, porém o que quis levar nosso veículo deixou avisado. “Se eu estiver na estrada e pegar vocês indo embora o carro vai pro pátio. Sem chances, liberei pela amizade que vocês têm com o Júnior (nome fictício), mas na volta não vão passar por mim”. Depois do psicológico muito bem aplicado, não prestamos mais atenção em nada. Só queríamos surfar e pronto. Mas o bendito discurso...

Após algumas ondas surfadas em um mar storm com correnteza decidimos esticar a viagem. O local escolhido foi Bora Bora, mesmo assim, o tal do oficial, não saia da cabeça. Ele quase estragou o nosso dia, mesmo sem prender o carro.

A típica parada para ver as condições do mar foi mais rápida do que de costume. “Nossa é aqui mesmo”. Não vai adiantar voltarmos, afinal as horas passavam e o mar lá não estava favorável.

O final de tarde que paulistanos não conseguem ter na cidade cinza mostrava suas cores no litoral. As ondas perfeitas, vento terral e água na temperatura ideal junto com os raios do sol que rasgavam as nuvens e refletia na paisagem eram momentos impagáveis.

Na cabeça só passava o sentimento de alívio, por ter descido a Serra em pleno domingo. E que nem o “seu guarda” que quase acabou com o dia passou pelas nossas cabeças. Esquecemos de tudo. E eu, particularmente, agradeci a Deus por ter me dado o dia de surf que ninguém paga.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Devagar e sempre... Surf liberta a mente...

Demorei um pouco para começar a inaugurar o blog. O motivo? Estava esperando o momento certo, não que este seja o momento, mas mesmo assim resolvi escrever. Criei a página para divulgar alguns trabalhos e dividir algumas idéias que passam na minha cabeça, sejam elas boas ou não.


O ano começou relativamente bom para alguns e ruim para outros. Levando em conta as decorrências da força da natureza que atingiu São Paulo, Haiti, e essa semana o Rio de Janeiro, sem contar outras partes do mundo. Mas, os acontecimentos que mais abalaram o país tropical infelizmente foram esses. Vamos torcer para não acontecer tais tragédias, mas não é apenar torcer. Temos que fazer a nossa parte cuida dela e ela cuidara de você. Eu falo da natureza. E a política? Ah, essa eu deixou para depois, bem depois, não merece ser tratada, por enquanto neste texto.

Já que toquei no assunto “natureza”, nada como escrever um pouco do mundo do surf, que para o Brasil, estamos indo no caminho certo. Para quem não sabe a respeito do esporte vou dizer algumas informações precisas.

Gabriel Medina, 16 anos, vem se destacando cada vez mais entre os grandes e conquistando o seu espaço. Será que vai ser a mais nova promessa do surf brasileiro? Adriano de Souza vem crescendo cada vez mais e dificultando a vida dos experientes tops 45. O Mineirinho como é mais conhecido está mostrando cada vez mais que entrou na lista dos melhores do mundo, e só vai resolver sair quando realmente tiver uma posição que te deixa feliz. Nesse caso, o título de campeão mundial. Percebemos no seu duelo dentro d’água e a vontade de superar qualquer limite.

Jadson André o mais jovem surfista a disputar o world tour até então está mostrando muita vontade e se dedicando. Essa semana derrotou o mais velho do tour Taylor Knox, que ironia, não? Diferente de Marco Pólo, não que não tenha vontade de ganhar ou coisa parecida, afinal todos entram na briga com um pensamento, a vitória, mais pelo estilo de surf que apresenta e pelos resultados que vem mostrando. Apenas mais um Jihad, o que não pode é desanimar.

Neco Padarataz convidado pela ASP para disputar o circuito pode até não ter conquistado uma posição que agrada a todos. Porém sempre briga por resultados precisos e nessa briga pode incluir até juiz, pois quando não está satisfeito com os resultados cobra todos. Pode ser que cale a boca de muitos, mas vai ter que entender e “aprender” a surfar de acordo com o que os juízes querem ver.