quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Eles vão embora e elas chegam

         Jadson André passou direto para a terceira fase do Hurley Pro 
Foto: ASP/Rowland




Impressionante como o homem “briga” para entrar em sintonia com a mãe natureza. Foi assim em Teahupoo, está sendo em Trestles e muitas vezes aconteceu, no Brasil.  A falta de sorte de não coincidir uma etapa com boas ondas afetou alguns campeonatos, e principalmente, o Brasil.
            O Billabong Pro Tahiti 2010 quase ficou sem finalista devido às poucas ondas que quebraram sobre a bancada mais temida do circuito. As baterias finais foram decidas em condições fracas, as séries não passaram de dois metros. A terrível praia dos “Crânios Quebrados”, assim como é conhecida, Teahupoo, deixou a desejar. O sweel esperado chegou tarde e só mostrou sua força, após o período de espera.
             O Hurley Pro , em Trestles, está três dias parado, apenas as baterias da primeira fase foram para a água e ainda restam algumas baterias da segunda fase. Três dias espera, relativamente, não é muita coisa, mas para um campeonato que tem apenas sete dias para ser definido acaba sendo um pouco assustador.            
O Brasil, se não for o país mais afetado, é um dos que mais sofrem com as condições. Esse tema já foi palco de muitas discussões, entre organizadores, patrocinadores e atletas. No período em que as etapas foram realizadas no Estado de Santa Catarina, os organizadores foram obrigados a fazer alguns palanques móveis, por isso a transferência da praia da Joaquina, em Florianópolis, para a praia da Vila, em Imbituba. Agora, por esse e outros motivos, o campeonato mais uma vez mudou e voltou para o Rio de Janeiro, só basta saber se as ondas vingarão à mudança.
Agora é torcer para Trestles e para as próximas etapas serem recheadas de ondas, afinal queremos ver o “Dream Tour” mostrar o que tem de melhor.