terça-feira, 7 de junho de 2011

A música e o surf


Nos dias 26, 27 e 28 de maio rolou o Festival Alma Surf 2011. Uma variedade de informações para quem leva uma “vida na praia”, com ou sem prancha. O melhor da arte, moda, música, design e do cinema se concentrou na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo.
O VI Festival Billabong de Música foi o mais esperado pelo público, e logo no primeiro dia de evento, presenças como do australiano Mat McHugh, vocalista do The Beautiful Girls e Donavon Frankenreiter, agitaram todos que estavam presentes.
Mat McHugh derivou o seu repertório com músicas próprias, Go Don´t Stop, Love Come Save e outras compostas juntos com a banda TBG ao lado de Felipe Harp.
Felipe Harp, 30, teve o primeiro contato com a música aos 12 anos. Em 2003, foi morar na Austrália para cursar MBA, quando conheceu os integrantes do The Beautiful Girls. “Tocava nas ruas, um ano depois conheci o grupo e fui convidado para tocar em suas turnês e até hoje estou com eles”, contou.            
            Felipe mostrou-se animado ao dizer como é tocar no Brasil. “Recebemos o carinho de todos, eles nos recebem muito bem, o público se identifica bastante com a música e a vibração é sempre positiva”.
The Beautiful Girls já passou pelo Brasil três vezes e Felipe Harp já antecipou à agenda de shows. “Em janeiro, vamos voltar para fazer alguns show. Vamos tocar em sete cidades e uma delas é Floripa. A vibração lá é boa, o pessoal curti muito e é um lugar que temos vontade de tocar”, revelou.
Ao lado do The Beautiful Girls,  além das apresentações no Brasil, Felipe Harp já tocou com a banda em turnês pela Europa, Estados Unidos e Japão.     
             Atualmente, com uma carreia solo, ele divulga seu trabalho por todos os cantos, e pode ser conferido no site abaixo, onde encontramos músicas com gravações inéditas do TBG, com sua participação.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O ingrediente para ser campeão

Mineiro fez questão de abraçar seu treinador e amigo, Luiz Pinga Campos


Adriano de Souza “Mineirinho” provou que podemos sim, acreditar em título e a Barra da Tijuca, RJ, mais uma vez entrou para história do surf mundial.. Em disputas emocionantes e polêmicas ele enfrentou os grandes de igual para igual.
O local do Guarujá nunca almejou tanto essa vitória como antes, não apenas para soltar o grito de campeão em casa, mas principalmente por conquistar a liderança do WT, o circuito dos sonhos.
Mineirinho foi o atleta mais novo entrar para o WT e diferente de outros tantos, nunca precisou do WQS para permanecer no circuito. Jadson André também brilhou no primeiro ano, mesmo com algumas dificuldades conseguiu mostrar o seu talento, e venceu a etapa brasileira de 2010, esta disputada, em Imbituba, Santa Catarina.
Alejo Muniz entrou para o circuito de uma forma espetacular. E já nas primeiras etapas mostrou que tem muito espaço entre os tops, mas infelizmente, no Brasil, perdeu a primeira bateria e por seguinte a repescagem restando  a torcida para  time brasileiro. Raoni Monteiro foi um pouco mais longe que o Alejo, mas parou nas quartas de final.
A evolução dos atletas aparece do talento individual dentro d´água, mas  também graças ao trabalho de pessoas como o Luiz Pinga Campos.
Em entrevista à Folha de SP, divulgada um dia após a vitória no Rio, Pinga contou um pouco dos investimentos que injetou, não apenas no atleta Mineirinho, mas na pessoa Adriano de Souza, tanto que aos 15 anos comprou uma casa para à família.
Desde quando Mineiro ainda era criança, 9 anos, Pinga foi um parceiro inseparável. Acompanhando-o nas viagens e nas etapas, ele nunca esteve sozinho. Entre tantos, ele também acompanha o Jadson, atleta da mesma equipe, e isso mostra o grande desempenho de ambos nas etapas.
Mick Fanning no ano em que se tornou campeão mundial, em 2007, no Brasil, se isolou dos amigos e sempre teve um acompanhamento, mantendo-se focado em cada etapa.
É evidente que sem o acompanhamento de manager e preparador físico fica difícil conquistar uma vitória. Pinga fica de exemplo para os atletas, marcas e os empresários que pensam em revelar campeões para o mundo.

terça-feira, 1 de março de 2011

O ano que entra para história

Vou escrever sobre o ano de 2010 apenas para dizer que citei o final histórico da década. Na mesma semana da morte de Andy Irons, o mito Kelly Slater venceu o décimo título mundial e a etapa de Porto Rico. Na história de esportes individuais ninguém conseguiu 10 títulos mundiais.
Kelly Slater é um personagem de histórias em quadrinhos, onde abriremos  as revistas de surfe e vamos reler todos seus feitos pelo esporte. Muitos detalhes das conquistas percebemos no  jeito competidor e outras, muitas outras, descobri em seu primeiro livro, “A Biografia de Kelly Slater – Pipe Dreams”. Para se tornar um grande competidor e um devorador de vitórias tem que abrir mão de muitas coisas na vida, às vezes até de quem amamos.
Nas décadas de 60 e 70, o italiano Giacomo Agostini conquistou 15 títulos mundiais, na motovelocidade, porém em duas categorias. São oito vitórias na categoria 500 cc e sete na 350 cc.  Para lembrar os melhores, Valentino Rossi, têm 9 títulos mundiais, também na categoria motovelocidade.
Bom vou ficando por aqui, afinal já estamos em 2011 e a primeira etapa do circuito mundial já começou e preciso mudar o tema. E Kelly ainda está ativo e sempre provando que pode mais, mesmo aos 39 anos. 

Para ver a tabela com os maiores campeões da historia em esportes individuais, só clicar no link.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Toda geração tem um ídolo... a minha, um inesquecível.



         


           O mundo está comovido com a triste notícia de falecimento do havaiano, tri campeão mundial de surfe, Andy Irons, 32, principalmente o surf. Como uma onda que passa pelo outside e deixa todos nas profundezas mais escuras do oceano, veio a notícia que ninguém esperava.
Após o boletim oficial, da equipe Billabong confirmando sua morte e as notícias da internet, mensagens de fãs prestando condolências à família começaram a ser postadas pelas mais distintas redes sociais. Jornais que não são habituados a escrever sobre o esporte, passaram a falar sobre o falecimento.
O ano de 2010 remava para a maior conquista do surf mundial, onde Kelly Slater está cada vez mais próximo do décimo título mundial, mas de repente, Netuno congelou o mar e o espírito de competição dos top 45.
Andy Irons, parecia imortal e foi ídolo de todos, incluindo Kelly Slater. Afinal, foi o único surfista que conseguiu deixar Slater “de cabelo em pé”. E no momento, com a mais pura verdade que a vida pode trazer, ele deixou todos assim. No começo, eram "inimigos" e depois acabaram se tornando amigos.
Andy com um estilo agressivo de surfar mudou a atitude dos tops, mostrando que era capaz de vencer Slater.
Um atleta cheio de garra e vontade de vencer, pediu dispensa do tour, ano passado, por estar cansado. Este ano, ele voltou mostrando que não abandonou a competição. Foi assim que ele faturou a etapa de Teahupoo, no Tahiti. Derrotou Mick, Kelly Slater na semi-final e depois passou pelo CJ Hobgood na final.
Se toda geração tem um ídolo, fico feliz por crescer exatamente nessa, onde posso listar vários deles: Kelly, Mick, Taj, Joel, CJ, Adriano de Souza, entre tantos,  o inesquecível e imortal ANDY IRONS.
Andy Irons deixa a esposa, Lyndie, grávida de oito meses e um legado de fãs que ficaram tristes e inconformados com a notícia.

RIP ANDY IRONS
Descanse em PAZ!!!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Eles vão embora e elas chegam

         Jadson André passou direto para a terceira fase do Hurley Pro 
Foto: ASP/Rowland




Impressionante como o homem “briga” para entrar em sintonia com a mãe natureza. Foi assim em Teahupoo, está sendo em Trestles e muitas vezes aconteceu, no Brasil.  A falta de sorte de não coincidir uma etapa com boas ondas afetou alguns campeonatos, e principalmente, o Brasil.
            O Billabong Pro Tahiti 2010 quase ficou sem finalista devido às poucas ondas que quebraram sobre a bancada mais temida do circuito. As baterias finais foram decidas em condições fracas, as séries não passaram de dois metros. A terrível praia dos “Crânios Quebrados”, assim como é conhecida, Teahupoo, deixou a desejar. O sweel esperado chegou tarde e só mostrou sua força, após o período de espera.
             O Hurley Pro , em Trestles, está três dias parado, apenas as baterias da primeira fase foram para a água e ainda restam algumas baterias da segunda fase. Três dias espera, relativamente, não é muita coisa, mas para um campeonato que tem apenas sete dias para ser definido acaba sendo um pouco assustador.            
O Brasil, se não for o país mais afetado, é um dos que mais sofrem com as condições. Esse tema já foi palco de muitas discussões, entre organizadores, patrocinadores e atletas. No período em que as etapas foram realizadas no Estado de Santa Catarina, os organizadores foram obrigados a fazer alguns palanques móveis, por isso a transferência da praia da Joaquina, em Florianópolis, para a praia da Vila, em Imbituba. Agora, por esse e outros motivos, o campeonato mais uma vez mudou e voltou para o Rio de Janeiro, só basta saber se as ondas vingarão à mudança.
Agora é torcer para Trestles e para as próximas etapas serem recheadas de ondas, afinal queremos ver o “Dream Tour” mostrar o que tem de melhor.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ainda de molho

          Foto: Ricardo Cassin

Depois de sofrer um acidente e ocasionar um grave corte no pé, (vide texto “Disputa desfalcada”), Joel Parkinson não vai surfar pelo menos até o dia 9 de outubro de acordo com os médicos.
Em matéria publicada no site da revista Surfing Magazine, Parko disse que os médicos estimam que ele terá de ficar afastado por mais alguns meses e quando voltar a colocar o pé no chão, vai sentir como se estivesse pisando sobre agulhas, dificultando o seu surf e consequentemente sua volta ao Word Tour.            
Mas o top não precisa se revoltar por esse a incidente, afinal sua esposa espera uma filha que vai chegar por volta do dia 10 de outubro.
            Hoje, Parko se manifestou pelo twitter, sobre não poder surfar e até cogitou de surfar de bodyboard, em que o surfista dropa a onda deitado sobre a prancha. “Sem surfe por pelo menos 8 semanas, mas talvez eu possa montar em um bodyboard mais cedo?” , declarou. “Sei que não é legal (eu em um bodyboard), mas eu estou perdendo uma onda tão ruim”, acrescentou.
            Agora resta saber até quando o top vai aguentar essa agonia. E vamos continuar na torcida para sua recuperação ser rápida.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Disputa desfalcada




                       
          Foto publicada no site joelparko.com


Depois de um mês de pausa devido a Copa do Mundo na África do Sul, o World Tour volta com força máxima.  A seleção brasileira, que mais uma vez, não representou como deveria e mostrou-se ineficaz, caindo nas quartas de final, assim como em 2006, deixou tristes lembranças na África do Sul, mas agora podemos voltar os olhos para outros brasileiros sem sair do continente. Afinal J-Bay espera grandes nomes do surf mundial e Adriano de Souza, Jadson André e Marco Pólo estarão por lá.
Quem vai ficar devendo participação,  no continente sul-africano, é o australiano Joel Parkinson que sofreu um corte no pé cair ao cair em uma direita tubular  e se chorar com a prancha, em Snapper Rocks. Parko só voltará na próxima etapa, o Billabong Pro Teahupoo, no Tahiti, a partir de 23 de agosto.
Enquanto isso vamos torcer para os brasileiros tirar vantagem e para o Joel se recuperar para a próxima etapa, afinal queremos sempre ver um show de surf independente de quem esteja na água e de qual bandeira ele defende.